O Arranhão da Gata











{08/03/2010}   Meu adeus a Michael

Michael Jackson está morto!* Foi assim que eu recebi a notícia na voz de Willian Bonner no Jornal Nacional do dia 25 de junho de 2009. Horas antes eu havia lido na internet, antes de sair do trabalho, sobre a parada cardíaca do pop star. Mas o impacto da confirmação da morte me jogou quase que instantaneamente para o passado. Michael Jackson foi praticamente o primeiro ídolo que eu me lembro de ter cultuado na adolescência, entre os 12 e 13 anos. Eu tinha pôster no quarto, revistas, letras de música com as traduções, fitas K7 e deixava a minha avó doida com tantas vezes que eu ouvia as músicas. Era demais!

Também passava tardes inteiras na casa de alguma amiga, com a turma da escola, tentando imitar as coreografias de “Thriller”, “Beat it” e “Billie Jean”. Decoramos “We are the world” e sabíamos quem cantava cada parte da música. A gente se dedicava e até tentava ensaiar uma apresentação para a escola. Ficamos indignadas quando as freiras do colégio não nos deixaram dançar “Beat it” com canivetes na mão. Se elas imaginassem como seriam os alunos de hoje…

Com certeza Michael Jackson foi uma figura excêntrica, repleto de atitudes que a maioria considera bizarra, mas seu talento era maior que tudo isso. Pela menos para mim, como fã, parecia que ele realmente estava envolvido 100% em tudo que fazia. Penso que como pessoa, ele teve bastante dinheiro, sucesso, fama, mas talvez não tenha sido feliz. Nunca  dá pra saber ao certo o que é felicidade porque isso é relativo de pessoa pra pessoa e em grande parte do tempo a gente acha que não é feliz por causa daquilo que nos falta.

Sinto um certo luto sim, mais ainda por tudo que as músicas dele representam no meu passado, por tudo que vivi nos anos 80, pelas expectativas que eu tinha relação ao mundo e à minha própria vida. Michael era sim um símbolo de tudo isso. Depois vieram outros ídolos, mas aquela primeira sensação de ser fã de alguém é única. Não havia casa dos meu amigos onde não houvesse um LP (sim, um LP) do Thriller, não havia uma festinha onde a gente não ouvisse e tentasse, muitas vezes sem sucesso, repetir aqueles passos.

Espero que agora ele tenha enfim a paz que talvez nunca tenha tido em vida e que seja sempre lembrado como grande artista, que revolucionou o universo da música pop com seu estilo. Estou quase certa de que não haverá outro igual.

*Escrito em 26 de junho de 2009.

Anúncios


et cetera