O Arranhão da Gata











Miranda, Samantha, Carrie e Charlotte

Véspera de feriado, noite fria em Sampa. Nada melhor que um cineminha para descontrair. Fui ontem com uma amiga assistir Sex and the City 2, a sequência do filme inspirado na série de TV, onde Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) viajam a Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) a convite de um milionário dono de um luxuoso hotel. Num ambiente novo, elas lidam com os dilemas do casamento e passam por um choque cultural.

Eu nunca fui uma fã da série e só a assistia quando por acaso passava pelo canal, mas conhecia bem a saga das quatro amigas.  Assisti ao primeiro filme e achei bacana, mas o segundo realmente me surpreendeu. É daquele tipo de comédia romântica que também acaba te fazendo chorar e refletir.

O filme aborda os conflitos dos relacionamentos de cada uma, não só com seus parceiros, como consigo mesmas, além de mostrar de forma bem-humorada a difícil arte de envelhecer, principalmente com os sintomas da menopausa.

A mensagem do filme que ficou mais clara na minha mente é que o que realmente importa nessa vida é ser feliz, ou ao menos tentar, e que não existem regras ou padrões pra isso, embora a sociedade só aponte como feliz aquele que segue um tipo de receita de bolo dos contos de fadas.

Eu saí da sala de cinema, depois de algumas lágrimas, claro (acho que a minha amiga também deu umas fungadas), com a sensação de que a gente precisa mesmo achar a própria receita e não considerá-la errada só porque não saiu igualzinha às das outras pessoas.

Não vou contar tudo porque afinal muita gente ainda não viu o filme, mas como reflexão ficam as dicas:

  • Seja feliz mesmo com a dificuldade de ter escolhido para amar alguém do mesmo sexo.
  • Seja feliz ao descobrir que mesmo sendo esposa e mãe, você pode gostar da sua profissão e querer uma carreira.
  • Seja feliz ao ter vontade de ter um tempo só pra você, mesmo sendo mãe em tempo integral, sem se sentir culpada por isso.
  • Seja feliz por ser solteira, liberada sexualmente, mesmo tendo que enfrentar a guerra dos hormônios.
  • Seja feliz por ter se casado com o homem da sua vida, mesmo sem ter véu, grinalda, igreja e festa fotografada pras colunas sociais. Seja feliz se depois disso forem só vocês dois. Você e ele, ele e você, sem filhos.

Ache a sua melhor receita. Ah, e vá ver o filme. Vale a pena e não é só um filme “de meninas”.

*Para ler ouvindo True Colors, de Cyndi Lauper.

Anúncios


et cetera