O Arranhão da Gata











Para ler ouvindo o tema da Copa de 2010: Wavin’ Flag, do K’naan.

Eu vou sentir saudades dessa Copa de 2010. Há quem vá me questionar dizendo que o Brasil nem passou das quartas de final. Como é que eu posso ter saudades? Mas a verdade é que essa foi a primeira Copa que eu realmente curti e me diverti. Eu passei toda a minha infância à espera de que o Brasil fosse tetra porque o tri tinha acontecido antes de eu nascer. Só consegui ver o tetra adulta.

De qualquer forma, eu sempre acompanhava só os jogos do Brasil. Na Copa de 2002 eu acordava de madrugada para ver os jogos do nosso país, mas não dava para fazer essa maratona e ver os outros jogos no meio da noite.

Foi muito emocionante a conquista do penta, mesmo com aquela final num domingo de manhã. Acho que o fuso horário da Coreia e do Japão deu uma limitada nas nossas comemorações a cada jogo. Mas claro que valeu!

Mas para mim, dessa vez foi diferente. Não sei se foi influência dos meninos lá da empresa, que fizeram uma supercampanha pra gente conseguir uma TV pra ver a Copa, ou se foi por eu ter me interessado em entender um pouco mais desse mistério: o futebol. Tenho que confessar que só esse ano eu fui ao estádio pela primeira vez ver um jogo do meu Timão. É inexplicável a emoção de estar no estádio. Só mesmo estando lá pra saber. E isso também contribuiu para aumentar o meu interesse pela Copa.

Assistimos a quase todos os jogos e, pasmem, já consigo até identificar um impedimento. Claro que na hora dos hinos eu e a Karol, que trabalha comigo, aproveitávamos para dar uma avaliada nos jogadores, do tipo: feio, bonito ou mais ou menos. Mas isso era só diversão e para não perder o nosso lado “mocinha” da torcida. A gente se empolgava mesmo com a partida.

Conhecemos um pouco mais da África do Sul. Difícil foi aguentar o barulho das vuvuzelas, sempre conhecidas como cornetas, mas que mudaram de nome nessa Copa. Foi muita novidade: teve a Jabulani, nome dado à bola, que significa celebração e teve o polvo Paul, lá da Alemanha, que previu e acertou os resultados dos jogos.

Teve também a minha manicure, a Cris, surpresa por eu querer pintar as unhas com as cores da bandeira. Logo eu que sempre passava esmalte claro. Escuro só vermelho e só de vez em quando, em dias de inspiração “mulher fatal”.

Mesmo depois da eliminação do Brasil, a gente continuou se divertindo. Fiquei muito feliz com a vitória da Espanha (não poderia torcer para a Holanda que nos tirou da competição, não é mesmo?). Eles mereceram! Casillas, goleiro da Espanha, foi demais, além de lindo. Final com direito a beijo ao vivo na namorada, linda também.

Agora é esperar por 2014. E a Copa será aqui no Brasil. Tenho muitas expectativas. Será que vamos dar conta de oferecer uma grande festa? Aproveitar a Copa pare melhorar muita coisa por aqui seria uma boa. Como estará o país até lá? Como estará a minha vida e das pessoas que eu amo daqui a 4 anos? Espero só coisas boas!

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Para ler ouvindo Change the World, de Eric Clapton.

Às vezes é preciso atravessar o oceano para encontrar o amor da sua vida. Normalmente isso acontece quando você não está nem pensando nisso. E com ela foi exatamente assim. Estava em Londres para estudar e nem cogitava a ideia de engatar um relacionamento sério com um estrangeiro, já que, com a sua volta ao Brasil no final do curso, teria data pra terminar.

Em Londres fez muitos amigos de várias nacionalidades e, como a vida de estudante num país estrangeiro não é só estudar, saíam com frequencia. Foi em um pub que estavam para assistir a um jogo do Brasil que se  conheceram. Ele era da Nova Zelândia e também estava lá para estudar.

Conversaram bastante – em inglês, que era o idioma em comum para os dois -, se encontraram outras vezes e mesmo que o mais prudente fosse não se envolver, não teve jeito. Se apaixonaram. Aí começou a série de pensamentos estratégicos para levarem o amor adiante. Afinal entre o Brasil e a Nova Zelândia havia uma distância considerável.

Quando duas pessoas se amam de verdade, nada é impossível. Mesmo a distância. Na época não havia ainda todas as facilidades de comunicação como hoje. Era o bom e velho email e alguns telefonemas quando a saudade ficava insuportável.

Ele decidiu vir ao Brasil. Conheceu a família dela, os amigos, aprendeu um pouco de português. O visto tinha duração de 8 meses e ele tinha de voltar. Durante esse período o amor se fortaleceu e viram que não havia mais como ficarem separados.

Decidiram então se casar, mas isso precisava de planejamento e mais algum tempo longe. O amor resistiria? Resistiu! Ele voltou ao Brasil, regularizou a documentação, conseguiu um trabalho e marcaram o casamento.

Nesse dia 30 de junho eles completam 9 anos de casados. No dia do casamento estava frio, na serra da Cantareira, mas tinha um sol aconchegante. Todos os amigos e familiares estavam presentes, inclusive os da Nova Zelândia. A celebração foi em inglês e em português para que todos entendessem. Foi lindo de presenciar.

Eles moraram um tempo no Brasil. Hoje vivem na Nova Zelândia e (plagiando Renato Russo) a nossa amizade dá saudades no verão. Uma história de amor que atravessou o oceano e uniu continentes.



et cetera