O Arranhão da Gata











{21/08/2012}   Livros, um caso de amor

 Há quem vá estranhar que eu tenha resolvido destinar um post aos livros, já que o blog costuma abordar os relacionamentos, mas como eu tenho um caso de amor com os livros desde pequenininha, o tema tem tudo a ver.  Minha mãe sempre gostou muito de ler e na nossa casa sempre teve muitos livros.  Hoje em dia estranho muito quando vou a uma casa que não tem livros. Parece que está faltando alguma coisa e realmente está. Algumas pessoas não leem nada mesmo e outras escondem os livros no maleiro porque “atrapalha”  a decoração. Eu acho esquisitíssimo, mas a vida é assim. Se fôssemos todos iguais, talvez ficasse meio sem graça a convivência na terra.

Ler é um hábito e por isso é bacana incentivar as crianças desde bem pequenas. Sempre procuro dar livros de presente para as crianças porque eu sei como isso faz diferença na vida da pessoa. Na infância, eu ganhava muitos livros da minha mãe, da tia Marta e da tia Nicinha. Comecei com Monteiro Lobato e me apaixonei porque os livros eram ainda mais legais que o Sítio do Pica-Pau Amarelo na televisão.

Na adolescência, confesso, eu fui uma leitora de romances do tipo Júlia, Bianca e Sabrina e também de Sidney Sheldon. Minha mãe ficava louca comigo porque afinal em casa havia todos os clássicos da literatura e eu não queria saber deles. Mas me redimi porque depois de adulta eu os li (não tantos quanto ela, mas li). E, claro, me apaixonei por Machado de Assis e Eça de Queirós.

Na época da faculdade também era preciso ler bastante, mas foi depois dessa época  que comecei a ler ainda mais. Os livros sempre foram meus companheiros de metrô, a salvação quando havia alguma pane e era preciso ficar parada lá na Sé. Já houve um período em que resisti aos best sellers porque não queria ler o que todo mundo estava lendo. Essa coisa de ser igual a todo mundo nunca foi o meu forte, mas com a maturidade acabei me rendendo a esses livros também. Já acordei de madrugada pra terminar um capítulo que ficou perseguindo os meus sonhos. Acho que isso foi com O Código da Vinci, de Dan Brown (um dos que eu resisti quando todo mundo estava lendo).

Nesse ano tive a oportunidade de trabalhar na Bienal do Livro e isso foi muito bacana. Além de aprender um pouco mais sobre como funciona uma editora, o mercado editorial e os lançamentos, pude observar a relação de algumas pessoas com os livros. Achei bacana quando uma garota de uns 13 anos me disse que a sua meta era ler uns trinta livros até o final do ano. Tive a impressão que, embora ainda não seja uma regra, uma parcela dos jovens de hoje está apaixonada pelos livros.  Por outro lado, ainda tem gente que entra num estande cheio de livros com um sorvete nas mãos. Eu ficava indignada.

Na Bienal também havia um louco de verdade e não só por livros. Dentro da sua loucura ele iria abrir sua própria editora e queria contratar uma das meninas que trabalhava comigo. Deu até pra ficar com medo porque todos os dias o sujeito aparecia por lá com a mesma conversa, mas com cara de que havia dormido no Anhembi. Ainda bem que depois de alguns chegas-pra-lá ele se conformou. Esse foi um episódio a parte, que passado o medo, rendeu algumas risadas. Fiz novos e agradáveis amigos nesses dez dias de trabalho, que também são amantes dos livros. Por isso acredito que o mundo não esteja tão perdido. Afinal alguns ainda dão prioridade ao conhecimento.

Fiz algumas comprinhas na Bienal e agora estou aqui arranjando tempo pra ler entre um trabalho e outro. Em breve irei postar alguma Dica da Gata. Em tempos de e-books continuo tendo prazer no livro de papel, seu cheiro, textura da capa e aquela sensação de poder viajar a cada virada de página com a personagem. Realmente alguns casos de amor são pra vida inteira. O meu com os livros certamente é.

 

Anúncios


{12/06/2012}   O amor está no ar

Para ler ouvindo Love is in the air, de John Paul Young.

Ah, o amor! Hoje é dia dos namorados e o amor deve sempre ser
celebrado sem levar em conta as datas. Mas já que ela existe, por que não aproveitar esse momento de reflexão, não é mesmo?

Acredito que 2012 esteja sendo um ano abençoado pelo amor. Tenho pelo menos uns quatro casamentos para ir. Uma amiga me disse que eu sou a pessoa que ela conhece que mais vai a casamentos. Deve ser porque eu sou mesmo uma incentivadora dos casais e aí quando a coisa se concretiza, eles me convidam.

Mas esse post de dia dos namorados não é pra contar nenhuma história de amor em especial, mas sim para propor que cada pessoa não se esqueça, nem desista de amar. Se você acabou de conhecer alguém interessante, invista. Quem sabe ele pode ser o seu novo e duradouro amor.

Se você está perdidamente apaixonado(a) por alguém que ainda não percebeu, aproveite a energia do dia e se declare. Minha avó já dizia que ficar esperando é deixar as rédeas da sua vida nas mãos de outra pessoa e isso não é bom!

Se você está curtindo um romance recente com toda aquela vontade de viver um grande amor, aproveite! Jantar, flores, presente em caixa de coração, todo clichê é válido para construir uma história que vai valer a pena ser relembrada quando você ficar velhinho(a).

Mas e para quem ainda não encontrou um amor? Inspire-se com uma boa música, com esperança no futuro e, principalmente, lembre-se de olhar em volta. Às vezes fechamos os vidros laterais e olhamos só pra frente deixando as oportunidades passarem.

E se você já tem um amor há bastante tempo, como eu, não pense que o jogo está ganho. Cuide bem do seu amor. Agradinhos não têm prazo de validade, nem dia especial e sempre serão bem-vindos. Fica a dica! Feliz dia dos namorados!



{02/05/2012}   Separação

Para ler ouvindo Corazón Partío, de Alejandro Sanz.

Será que as pessoas estão mais intolerantes com os seus parceiros? 2012 mal começou e eu já fiquei sabendo de uma meia dúzia de separações pelo menos. Cada uma delas, com certeza, ainda vai virar uma história contada aqui e espero que seja com uma reconciliação ou um final feliz, seja ele qual for.

Agora eu estava mesmo tentando encontrar pontos em comum para esses desencontros. E, de verdade, acredito que continuem faltando boas conversas. Não é regra. Sei que tem casais que conversam – sem brigar – e mesmo assim não se acertam. Mas muitos ainda caem no velho erro de achar que o outro deduz o que você está pensando ou sentindo e que nada precisa ser dito. Falta grave.

Mas não é só isso. Tem também aqueles casos em que um não deixa o outro respirar, ficar sozinho um pouco, reorganizar as ideias e aperta o play do falatório sem direito a pause. Acho que monólogos fazem tão mal quanto o silêncio. A questão é que não há receita genérica para a convivência. Cada casal tem que achar a sua, mas respeitar os limites do outro é um bom começo.

Fico triste com cada notícia de separação. Acho que se dependesse de mim, ninguém optaria por essa decisão. Não que eu ache que alguém precise viver infeliz para sempre ao lado do outro só para manter um casamento. Só acredito que é possível reverter a situação se houver vontade de ambos. Muita vontade.

O problema é que, às vezes, é por muito pouco que as pessoas se separam. Problemas domésticos, por exemplo, podem ganhar uma enorme proporção. Primeiro porque ninguém quer uma segunda mãe ou pai dizendo pra guardar a roupa, lavar a louça e etc. Muitos caem na tentação de ter alguém para dar ordens. Raramente funciona. Eu mesma tenho meus rompantes de “sargenta”, mas também sei que se ao meu lado houvesse um homem banana me obedecendo, eu não iria gostar tanto dele assim.

O bom senso da vida adulta deve, ou pelo menos deveria, fazer com que as tarefas sejam divididas e ninguém fique sobrecarregado. Mas isso é uma regra para conviver com qualquer outra pessoa e não apenas no casamento. Pai e mãe deveriam sempre ensinar aos filhos, meninos e meninas, como administrar uma casa em todos os quesitos.

Às vezes há um conflito de ambições e isso é um pouco mais difícil de resolver, mas não impossível. Um só pensa no trabalho e deixa a relação de lado. Em contrapartida, o outro não valoriza seu esforço profissional. Um adora sair, viajar, passear e o outro não quer sair do sofá. Como em tudo nessa vida, é preciso equilíbrio e claro, cada um tem que ceder um pouquinho.

Eu sei muito bem que na teoria tudo é fácil, mas na prática é bem mais complicado. Precisa de paciência, dedicação, cumplicidade, ingredientes extremamente necessários para uma vida a dois, muito mais importantes que o amor. Já vi muita gente bater o pé e dizer que ama, mas com zero de disposição para mudar de atitudes. Só amor não basta.



{29/02/2012}   A garota do metrô

Para ler ouvindo Don’t Cry, do Guns N’ Roses.

Era um dia de sol. Os raios batiam na janela do metrô por volta do meio-dia. No banco do lado sentou-se uma garota bem jovem. Deduzi que ela tinha uns 15 ou 16 anos por conta dos livros de ensino médio que carregava. Suas unhas lindas, bem cuidadas e com esmalte decorado chamaram a minha atenção (quem me conhece, sabe que sou louca por esmaltes). Tinha um cabelão preto e comprido, comum nas mulheres dessa idade.

Pensei em puxar papo por conta das unhas e perguntar qual era a cor do esmalte. Afinal eu sou uma menina perguntadeira e queria mesmo saber. Mas antes que eu perguntasse, reparei que o cabelão estava na cara e, embora isso seja uma mania nessa idade, percebi que a garota chorava. Daquele jeito que a gente chora nos transportes públicos, de fone no ouvido, sem fazer alarde, fazendo de conta que a culpa é da música.

Comecei a pensar qual seria o motivo para uma garota jovem, bonita e com toda a vida pela frente estar tão triste. Ainda mais num lindo dia de sol. Isso é coisa minha. Tristeza pra mim só combina com dias cinzentos, frios e chuvosos. Será que ela tinha brigado com o namorado? Será que tinham terminado? Mas também a gente tem essa mania de achar que se uma mulher está chorando só pode ser por causa de um homem. Nem sempre é verdade.

Ela poderia ter um parente próximo ou um amigo no hospital. Poderia ter tirado uma nota ruim que comprometesse sua bolsa de estudos. Poderia não ter conseguido aquele estágio. Poderia ter sido traída pela melhor amiga. Poderia estar apaixonada por outra garota e se questionando sobre isso. Enfim, mil possibilidades.

Eu não consegui perguntar antes que ela chegasse ao seu destino. Enxugou as lágrimas, juntou os livros e desceu. Me deixou com aquela cara de desapontamento. Ah, eu queria tanto saber. Quem sabe poderia ajudar.

A imagem daquela garota me fez lembrar de mim mesma naquela idade e de como os problemas são intensos nessa época. As lágrimas da minha adolescência dariam para inundar São Paulo. A gente sempre acha que aquele é o amor da vida, o emprego da vida, a turma da vida e qualquer mudança nesse cenário causa sofrimento. E não adianta ninguém dizer que vai passar, que você ainda vai amar outras pessoas, ter outros amigos. Tudo parece muito definitivo. Ainda bem que não era.

Não sei se as adolescentes de hoje são assim. Afinal, a vida, os amores e os amigos passaram a ser muito mais virtuais que reais. Coisas do mundo moderno. Mas acredito que as dores ainda sejam intensas para alguns. Vai ver as lágrimas daquela garota do metrô eram por conta de um “unfollow” nas redes sociais.



{27/12/2011}   E lá vem 2012! Viva!

Mais um ano chega ao fim e e essa última semana é aquela do balanço pessoal. É inevitável! 2011 foi complicado.  Mudanças profissionais, algumas decepções, projetos que não vingaram, desejos que não se realizaram, pessoas que se foram. Mas assim é a vida em movimento e por isso eu procuro não lamentar. Afinal aí vem um ano novinho pela frente para ajustarmos o foco, redimensionarmos os sonhos e continuarmos tentando fazer de cada dia um dia mais feliz.

Nesse ano tive dias muito felizes de convivência com a minha pequena sobrinha-afilhada que é realmente uma estrelinha que traz muita luz às nossas vidas. Também ganhei mais uma afilhada que, já crescida,  nos escolheu para padrinhos. Tudo de bom! Passei muitas tardes divertidas com ela ouvindo música, jogando stop (quem se lembra, levanta a mão!) e fazendo lanchinhos. Ah, eu também ganhei uma cunhada bem bacana. A felicidade de quem a gente ama também acaba sendo nossa.  E viva o amor!

Do lado profissional, reativei meu lado repórter na minha nova vida de freelancer. Confesso que gostei bastante, apesar de ser muito instável não ter uma renda fixa mensal. Não saber exatamente o quanto você vai ganhar no final do mês é uma vida de aventura. Também tive que aprender a trabalhar sozinha e em casa, o tão atual e comentado home office. Muito estranho para quem adora falar e conviver com as pessoas, mas me adaptei.  Afinal o ser humano tem um poder de adaptação incrível. Um viva para a superação!

Como não há mal que dure para sempre, em 2011 me livrei de uma pendência que se arrastava por anos e isso foi  uma grande vitória. Um viva para a disciplina!

Há rumores e previsões de que em 2012 o mundo vai acabar. Bom, eu não acredito nisso porque acho que o fim do mundo vai  ser lento e gradual com a colaboração do homem mesmo. Por isso, com o mundo acabando ou não, a ideia é viver cada dia do novo ano intensamente, com disposição, coragem e alegria.  Em alguns dias, a gente sabe, não será tão fácil ter essa postura, mas o importante é tentar.

E se em um ano vivido acontecer uma coisa boa que seja, já terá valido a pena. Por isso, valeu 2011!

E que venha 2012, o ano do Dragão, com toda a sua energia. Feliz ano novo!



{24/07/2011}   Adeus, Amy!

Para ler ouvindo Tears Dry On Their Own, de Amy Winehouse.

Ontem fui surpreendida pela morte da cantora inglesa Amy Winehouse, da qual sou super fã. Embora fosse uma morte anunciada por conta de seus abusos de álcool e drogas, eu me surpreendi porque sou daquelas pessoas que acreditam que tudo pode melhorar sempre. Sinto muito mesmo que o vício tenha vencido um talento tão grandioso para compor e uma voz de diva.

Quando a gente começa a envelhecer tem o hábito de ser saudosista, ouvir sempre as músicas que foram nossos hinos da juventude e se fechar um pouco para as novidades. Eu tento vencer isso e estar aberta para conhecer o que há de novo.

Foi assim que ouvi Amy pela primeira vez e quando ouvi nem imaginei que ela fosse tão jovem. Comecei a pesquisar mais e incrivelmente a gostar de tudo. Passou a ser a trilha sonora do meu celular no trajeto para o trabalho e coincidiu com uma época de angústias e incertezas. Amy foi minha companheira nesse momento difícil. Suas letras retratavam profundos sentimentos e eu admiro quem consegue colocar os sentimentos em músicas, quadros, poesias ao invés de apenas lamentar.

A maioria das pessoas acredita que porque uma pessoa tenta sempre estar de bem com a vida e disposta a ajudar todo mundo e a ouvir, nunca tem problemas ou sofrimentos. Quem vê de fora acha que basta que você tenha um lugar para morar, um amor correspondido, certa saúde e um salário que venha todo mês (não estou dizendo que tudo isso seja pouco) para não ter motivos nenhum para sofrer. Eu sei que muita gente que me conhece nem percebeu essa fase de angústias, tristezas e insatisfação com aquilo que você não pode mudar ou não tem o controle.

Tem gente que vive assim com esse sentimento o tempo todo ao longo da vida e recorre aos vícios para suportá-los. Talvez esse tenha sido o caso de Amy. Por que não? Longe de mim defender o uso das drogas, mas consigo entender a profunda solidão interior que pode levar alguém a esse caminho. Eu sou a pessoa mais careta que eu mesma conheço. Mas tudo isso me faz pensar também que o álcool é uma droga liberada, acessível, que causa tanto mal ou mais que outras e me parece que pouca gente se preocupa com o seu abuso, principalmente quando se é bem jovem.

Mas, como já disse antes, quando a gente começa a envelhecer também aparece a consciência de que não vamos curar as dores do mundo. Aqui quero deixar minha homenagem para uma artista talentosa, que perdeu a batalha para o vício e que morreu cedo demais, aos 27 anos, sem julgar seus atos. Desejo que ela esteja bem melhor agora e que encontre a paz que por aqui não teve. Adeus, Amy! Suas músicas maravilhosas continuarão presentes na trilha sonora da minha vida.



{01/05/2011}   Princesa, eu?

Para ler ouvindo Do Seu Lado, de Jota Quest.

Kate e William recém-casados

Toda mulher tem um pouco de princesa porque é romântica por natureza, com algumas exceções, é claro. Na minha geração toda garotinha conhecia as histórias dos contos de fadas como Cinderela, Branca de Neve e Bela Adormecida. E era inevitável sonhar com o príncipe e com aquele final de “felizes para sempre”. Claro que quando a gente cresce descobre que não é bem assim que a vida funciona e que é preciso adequar o nosso próprio conto de fadas à vida real. O importante é saber que se pode sim ser feliz.

O assunto mais comentado da semana passada foi, sem dúvida, o casamento do príncipe William com a plebeia Kate Middleton. Eu vi muitos amigos indignados nas mídias sociais criticando o fato de darem tanta importância a isso, de como a monarquia é obsoleta e ultrapassada e como nós brasileiros não tínhamos nada com o assunto. Mas, discussões políticas a parte, o meu foco ali era outro. Afinal quem é só um pouco romântico adora boas histórias de amor. E a deles é sim uma boa história de amor, da vida real, mas com glamour de conto de fadas.

Eu era só uma garotinha de 9 anos quando assisti pela televisão com a minha avó ao casamento da princesa Diana, mãe do William, com o príncipe Charles. Me lembro exatamente do dia, de acordar cedo, de ver a noiva linda com seu vestido, da carruagem. Só achei que o príncipe era meio feio, mas que depois do beijo ele poderia melhorar. Hoje em dia todos sabemos que aquele conto de fadas era de mentirinha porque ele não a amava e era só um acordo para que ele pudesse garantir o trono no futuro. Só esqueceram de avisar a ela. Mas naquele dia eu não sabia de nada disso e achei lindo aquele casamento de princesa. Foi inevitável me lembrar disso agora, 30 anos depois.

Acho que a Kate, além de linda, tem muito mais sorte que Diana pelo fato de, pelo menos ao que parece, o príncipe ser realmente apaixonado por ela e, independentemente da realeza, eles poderão ser felizes para sempre. Não sei se esse casamento mexeu com o imaginário das garotinhas de hoje em dia como em 1981. Eu comecei a achar um tempo atrás que a gente não devia mais chamar as garotinhas de princesa para não incentivar essa fantasia de príncipe encantado, mas eu mesma já me peguei fazendo isso com as afilhadas.

A verdade é que o que a gente precisa mesmo é continuar acreditando no amor. Não que exista príncipe de verdade pra todo mundo, mas o importante é achar o seu príncipe ideal. Ele só precisa te amar, ser companheiro, dividir a vida com você. Não precisa ser da realeza, nem rico, nem modelo de beleza, nem vir em carruagem, mas precisa te fazer feliz. Eu já vi princesas que ficaram felizes com outras princesas. E por que não? Toda forma de amor vale a pena.

Além disso, é preciso antes de tudo saber ser princesa pra si mesma, se aceitar, cuidar da vida, da saúde, da beleza, ter amigos, ser capaz de ser feliz sozinha para ter o coração aberto e aí sim encontrar um grande amor. Há quem diga que é impossível, mas eu acho que vale a pena tentar. Afinal o seu príncipe pode estar bem aí do seu lado.



Para ler ouvindo Nada Mais, de Gal Costa.

Essa é uma discussão que vai longe, bem além da mesa do bar, do divã do analista ou do ombro amigo. Traição é um assunto que sempre gera polêmica. Há quem diga que não há perdão pra esse tipo de atitude. Há quem perdoe sempre para manter o status ou o padrão de vida e há quem consiga perdoar se for só uma vez e não houver reincidência. Mas será mesmo?

Eu acredito que a base de um relacionamento é a confiança e uma vez que se quebre, fica difícil conquistá-la novamente. Nada nessa vida é eterno e ninguém, absolutamente ninguém mesmo, está livre de se apaixonar por outra pessoa. Só que aí vem a parte da lealdade. Uma coisa é ser infiel e outra, que considero bem pior, é ser desleal.

O erro às vezes começa com aquela pessoa que se sente dona da outra, o que desfavorece qualquer diálogo. De qualquer forma, um erro não justifica o outro. Ser livre não é deixar de assumir compromissos, mas sim ser leal consigo mesmo e com os outros.

Se você está num relacionamento, mas de repente se apaixona por alguém é preciso ter coragem, muita coragem. Primeiro para admitir isso pra si mesmo. Depois para avaliar se vai em frente nesse novo amor ou se vai sublimar esse sentimento por causa de um outro maior.  A pior atitude é levar uma vida dupla eternamente. Em algum momento a coragem de se decidir se faz necessária. E se você se apaixonou por alguém que já era comprometido, não deixe isso se arrastar. Faz parte do amor tomar decisões para seguir em frente.

Conheci uma vez uma mulher casada que me disse que tinha um caso há oito anos. Como assim? Um caso não pode durar todo esse tempo. Isso já é uma vida dupla. Ela me explicou que o amante era seu lado B, que com ele fazia coisas que nunca faria com o marido, mas que se sentia feliz com os dois e não era possível largar nenhum deles. Aí eu me questiono: se sou muito careta ou as pessoas são loucas mesmo?

Nessa minha vida de boa ouvinte, sempre atraio quem queira me contar suas histórias (até as que eu preferia não saber). Tem aquele que trai por hábito. Já ouvi gente dizer que não nasceu pra relacionamentos monogâmicos, que não conseguia ficar com uma pessoa e deixar passar outras possibilidades.

Até acho válido, desde que a outra parte seja comunicada. Se você não serve pra ficar com um único parceiro, por favor, não se case. Divirta-se e deixe isso claro para as pessoas com quem se relacionar.Vai ser bom pra todo mundo.

Os tipos de pessoas que traem são dos mais variados. Um bem comum é aquele que diz que ama, que não quer se separar, mas que precisa variar de parceiro sexual. Se a pessoa nunca se satisfaz sexualmente, talvez aí seja o caso de procurar ajuda especializada.

Tem também o traidor despreparado. Aquele que deixa pistas para ser descoberto, não apaga as mensagens do celular, nega evidências, deixa o email aberto. Esconder não é uma coisa bonita, mas esconder direito demonstra que pelo menos você se importa com o sofrimento do outro, que não quer que ele descubra dessa forma. Claro que isso vale pra quem pretende abrir o jogo em algum momento.

Eu sempre tive a ideia de que ter um amante era algo para ser bom, divertido, apenas com bons momentos, mas também já conheci gente que consegue no relacionamento extraconjugal ter uma vida pior que a que tem no casamento. Isso não faz muito sentido. A pessoa tem um amante, que por sua vez tem outras amantes e aí vira uma guerra de ciúmes, brigas, sofrimentos. Parece meio incoerente cobrar fidelidade nesse tipo de relação.

Mas existe coerência no amor? E você, perdoaria uma traição?



{31/12/2010}   Que venha 2011!

Para ler ouvindo Tempos Modernos, de Lulu Santos.

Feliz Ano Novo!Vem aí um ano novinho em folha. Como diz o meu irmão, é uma emoção que se renova. Nos enchemos de esperança para tentarmos fazer tudo diferente ou melhor que no ano que passou.

Para mim 2010 não foi um ano fácil. Foram muitas dificuldades pessoais, financeiras e profissionais, mas eu sempre acredito nas  possibilidades do Ano Novo. É como aquele caderno em branco que a gente ainda vai escrever. Claro que nem tudo depende só de nós mesmos, mas é preciso estar atento para as coisas que dependem e colocar os projetos em prática.

Tirar o Arranhão da Gata do papel, literalmente, foi uma das coisas bacanas que consegui fazer nesse ano e, apesar de um pouco de falta de tempo para escrever com a frequência que gostaria, estou adorando a experiência.

Além disso, 2010 vai ser marcado como o ano em que eu ganhei uma sobrinha e afilhada. Fofíssima! Quem me conhece pessoalmente, sabe o quanto eu estou babando. E o próximo ano será de muitas brincadeiras com a pequena.

Agora é arregaçar as mangas e fazer aquela lista  de boas vibrações. Todo mundo tem o seu ritual pessoal. O meu é um banho de sal grosso para tirar todas as energias ruins do ano que passou. Também gosto de ter pelo menos uma peça de roupa nova. Unhas vermelhas sempre para que nunca falte paixão no dia a dia.

Também vou colocar aqui uma dica de banho para quem quer encontrar um amor. Se você não acredita muito nisso, no mínimo vai passar o  réveillon cheirosa. A dica vem da amiga Gel, que me contou que não se imaginava casada e com uma família e que muitas vezes achava que aquilo não era pra ela. Mas foi exatamente no ano que fez esse banho que ela conheceu o maridão e hoje estão juntos, felizes e com dois lindos filhotes. Aproveito para desejar aqui um Feliz Ano Novo para esses amigos queridos!

Banho para encontrar um amor

  • canela em pau
  • cravos
  • pétalas de rosas vermelhas (ou essência de rosas)

Ferva a água com os ingredientes e deixe esfriar um pouco enquanto você toma o seu banho tradicional. Depois que terminar o banho, jogue o preparado do pescoço para baixo.  Esse é o momento de pensar no tipo de amor que você deseja.  Não use a toalha e deixe o corpo secar naturalmente.

A quantidade fica a seu critério, mas é importante que os ingredientes sejam em número par (12 pétalas, 4 paus de canela, 6 cravos, por exemplo).

Quem fizer e der certo, me conte depois, hein!

Agora se o seu objetivo é mudar de casa ou de trabalho, pegue uma mala vazia e dê uma volta no quarteirão na virada do ano. No mínimo, vai ser divertido. Eu, minha cunhada e uma prima fizemos isso alguns anos atrás. Naquele ano eu mudei de emprego e de casa por coincidência, se é que elas existem.

Termino esse post desejando um Feliz Ano Novo para todos, com muita paz, saúde e prosperidade.

Que venha 2011 com muitas boas histórias de amor para contar por aqui!



Para ler ouvindo Boas Festas, de Assis Valente, ou  qualquer música Natalina

Final de ano é sempre corrido, muito corrido. Mas também é aquele período de reflexão sobre tudo o que fizemos no ano que passou e o que queremos para o próximo ano.  Costumamos fazer um balanço geral de tudo que deu certo ou não, das conquistas e das frustrações e de quanto de forças ainda podemos reunir para recomeçar e acreditar que o ano seguinte será melhor ou diferente.

Acho que com o passar dos anos, a gente acredita menos em mudanças e deseja mais é ter saúde porque sem ela que não dá pra fazer nada mesmo. Hoje eu entendo melhor quando as minhas tias mais velhas desejavam saúde. Quando somos mais jovens, de um modo geral,  não nos preocupamos muito com isso porque queremos tantas outras coisas…

Eu sinto saudades de quando dezembro era um mês tranquilo, quando a gente já ia desacelerando. As aulas acabavam, muita gente ia viajar e quem ficava em São Paulo tinha uma cidade tranquila pra passear. Mas isso quase não existe mais. Já faz algunas anos que dezembro é um mês de bastante trabalho. Além disso, tem a correria das compras de Natal e os vários eventos com amigos ou das empresas. O tempo voa e o coração aperta.

Pessoalmente dezembro me traz melancolia. Um pouco também porque é quando começa o meu inferno astral e eu passo por dois períodos de reflexão juntos: o de final de ano e de pré-aniversário. Mas eu admito que nem tudo é tensão e  que eu até  gosto de algumas coisas como as luzes de Natal, por exemplo. Também gosto de comprar presentes e gostaria de ter mais dinheiro para presentear muito mais pessoas, em especial as crianças.

Nessa época também é comum sentir saudades de quem não está mais por perto, seja porque está em outro plano ou simplesmente porque seguiu outros rumos. Eu sinto saudades de muitas pessoas…Lembro sempre da minha vó Lídia. Ela era bem católica e assistia até a missa do Galo que passava na TV. Mas ela tinha razão porque afinal o verdadeiro sentido do Natal é nos lembrarmos do nascimento de Jesus e não toda essa onda de consumo que toma conta das pessoas.

Com isso, acaba rolando um pouco de hipocrisia também. Vejo muita gente que não se dá bem com a família, mas  compra presentes caros pra todos como se isso fosse uma forma de se redimir. Me parece muito estranho porque você não passa a gostar das pessoas só porque é Natal e tem comportamentos que deveriam ser do cotidiano e não só dessas épocas. Taí um sentimento que eu tenho um pouco de dificuldade em entender nos seres humanos.

Mas dezembro também tem outras coisas que são bacanas. É o mês dos sagitarianos e eu tenho amigas muito queridas que fazem aniversário nesse mês. E tem mais chegando por aí. Gente boa, sempre de bem com a vida e que, segundo a minha amiga Rosana, só afloram a metade cavalo quando são realmente tiradas do sério. E eu concordo plenamente. Só perdem em paciência para os capricornianos, claro!

Acredito que por mais melancólico que seja esse mês, sempre vem aquela onda de esperança de dias melhores não só pra gente, mas pro mundo todo. Eu desejo que haja menos violência, mais bom senso, que as esperanças se renovem, que sejamos felizes e que dezembro acabe.



et cetera